Pelo menos 268 pacientes estão esperando para fazer a cirurgia do câncer de cabeça e pescoço no Hospital Universitário, uma das referências para esse tipo de tratamento no estado. O dado foi apresentado pela vereadora Sheyla Galba (União Brasil), na sessão desta terça-feira (24) da Câmara Municipal de Aracaju (CMA), quando a parlamentar sugeriu medidas de integração da rede para desafogar a fila.

Um dos tratamentos mais eficazes para o câncer de cabeça e pescoço é o procedimento cirúrgico. Mas hoje, há pacientes sem previsão de quando serão operados no Hospital Universitário de Aracaju.

“O secretário de Estado da Saúde, Dr. Walter Pinheiro, sinalizou a intenção de integrar as Unacons (Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia) do Huse, do Hospital Universitário e do Cirurgia. Já que vão chegar novos profissionais no Huse, essa é a hora das unidades se unirem para resolver essa demanda. Ou ainda o Hospital Universitário pedir o suporte do Hospital de Amor de Lagarto”, explicou Sheyla.

O câncer de cabeça e pescoço é o quinto mais incidente no Brasil, tanto em homens quanto em mulheres, causando cerca de 10 mil mortes ao ano. Estudos apontam que 70% dos casos são descobertos já em estágio avançado devido à falta de informação das pessoas sobre a doença. Por isso, a importância do diagnóstico precoce, da celeridade no tratamento e também da conscientização sobre os fatores de risco da doença.

Exames de Imagem

Em seu pronunciamento, a vereadora também chamou atenção para a dificuldade que os aracajuanos têm enfrentado para fazer exames de imagem com sedação como: colonoscopia, ressonância e tomografia, cuja responsabilidade pela oferta é do Município.

“O contrato com a clínica particular foi encerrado e toda demanda foi direcionada para o Hospital Universitário, mas como os anestesistas estão em greve no HU, os pacientes demoram para conseguir realizar esses exames imprescindíveis para fazer uma cirurgia ou diagnosticar uma doença grave”, detalhou Sheyla.

A vereadora sugeriu a formalização de um contrato emergencial e informou que fará um requerimento de convocação do secretário municipal da Saúde, João Vitor Burgos, para dialogar sobre a questão no Legislativo. “O município precisa olhar para a fila gigantesca de pessoas que precisam continuar seus tratamentos de saúde, mas dependem desses procedimentos”, concluiu Galba.