Fotos: Ronald Almeida/ Secom/PMA
Apesar dos transtornos provocados pelas fortes chuvas que atingiram Aracaju nos últimos dias, o Mercado Municipal Maria Virgínia Leite Franco, no Centro de Aracaju, segue em funcionamento. Entre perdas materiais e dificuldades momentâneas, comerciantes destacam a atuação rápida da Prefeitura para minimizar os danos e garantir a continuidade das atividades.
Com mais de uma década de trabalho no local, a comerciante Derlla Martins relatou o impacto da chuva, mas ressaltou o suporte recebido. “Foi um momento muito difícil. A chuva foi mais forte e o estrago maior do que a gente esperava. Mas a resposta da Prefeitura foi rápida”, afirmou. “Recebemos orientações, já fizemos o levantamento das perdas e estamos acompanhando todo o processo. Isso dá um conforto para a gente nesse momento", destacou Derlla.
A percepção é compartilhada por outros comerciantes. Érica Mota destacou a atuação das equipes no recolhimento e tratamento das mercadorias atingidas. “Eles vieram, recolheram os produtos, trocaram as embalagens molhadas e organizaram tudo para análise. Foi um trabalho importante”, relatou. Ainda segundo ela, saber que vai ter ressarcimento traz um alívio muito grande. "A gente precisa honrar compromisso com fornecedor. Então ter consciência que iremos receber essa ajuda é algo que nos traz muito conforto”, pontua.
Entre os mais afetados, o sentimento é de esperança diante das medidas anunciadas. Patrícia Oliveira contou que perdeu não apenas mercadorias, mas também parte da estrutura de trabalho. “Meu material foi atingido, perdi coisas importantes e fiquei sem trabalhar. A orientação foi levantar tudo que foi perdido para ressarcimento”, disse. “Essa indenização chega em boa hora, porque a gente continua com contas para pagar. Essa atitude foi muito importante", conta Patrícia.
O comerciante Rivaldo Oliveira também destacou o diálogo aberto com a gestão municipal. “A equipe veio aqui, conversou com a gente e explicou o que pode ser feito. Isso é importante, porque a gente precisa de solução”, afirmou. Rivaldo também disse que viu com bons olhos o pagamento de uma indenização para os comerciantes. "Isso é fundamental, porque é daqui que a gente tira o sustento da família. Eu não fui muito afetado pelas chuvas, mas tive colegas de trabalho que ficaram numa situação mais difícil. Por isso é importante esse suporte da Prefeitura”, avalia.
Além das medidas de reparação imediata, os comerciantes também ressaltam a importância de avanços na infraestrutura do espaço. Para a comerciante Lorena Bruna, o momento abre caminho para melhorias no mercado. “A gente sabe que a estrutura pode melhorar, e acredito que, com essas ações, isso vai acontecer. A indenização é muito importante para ajudar quem teve prejuízo e permitir que todos continuem trabalhando com mais tranquilidade”, afirmou.
Do ponto de vista técnico, o diretor de Espaços Públicos da Emsurb, Bertulino Menezes, explicou que o levantamento dos prejuízos já foi concluído. “Identificamos perdas em produtos como farinha, feijão e outros itens atingidos pela água. Todo o levantamento já foi feito, com quantidade, peso e valor. Agora seguimos para a etapa de indenização”, detalhou.
Segundo ele, as medidas também envolvem intervenções estruturais no mercado. “Estamos avaliando a interdição parcial de uma área para realização de obras. Para isso, será necessário o remanejamento de cerca de 40 a 45 feirantes, garantindo que eles continuem trabalhando em um espaço provisório, sem interrupção das atividades”, afirmou.
As ações foram definidas após reunião do Comitê Operacional de Aracaju (COA), convocada pela prefeita Emília Corrêa. Entre as medidas emergenciais, está a autorização para indenização dos feirantes afetados e a realização de obras de manutenção no mercado e no terminal urbano. “Nossa prioridade é agir com rapidez, garantir a indenização de quem foi prejudicado e resolver, de forma definitiva, os problemas estruturais”, destacou a prefeita.




