Foi  preso nesta sexta-feira, 16, o principal suspeito de envolvimento no homicídio ocorrido no último dia 7, no bairro Farolândia, Zona Sul de Aracaju. O investigado, que é irmão da vítima por parte de pai, teve o mandado de prisão temporária cumprido pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no município de Nossa Senhora do Socorro.

O crime ocorreu no momento em que a vítima deixava uma academia. Desde então, as investigações foram iniciadas de forma imediata, com a realização de oitivas de familiares e testemunhas, além de um amplo trabalho de levantamento e análise de imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais, imóveis residenciais e órgãos públicos.

Nesse processo investigativo, parte das imagens analisadas foi repassada pela Secretaria Municipal de Segurança e Cidadania de Aracaju, cuja colaboração contribuiu para o esclarecimento da dinâmica do crime e para o avanço das diligências conduzidas pela Polícia Civil.

A partir da análise do material coletado, os investigadores conseguiram identificar a motocicleta utilizada pelo executor da ação criminosa e, posteriormente, chegar ao principal suspeito, irmão da vítima, que teria atuado diretamente na execução do homicídio. Durante o cumprimento dos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão, foram apreendidas vestimentas que teriam sido utilizadas no dia do crime.

Thiago Carvalho Novaes foi atingido por tiros na região da cabeça

“O trabalho investigativo permitiu identificar a motocicleta utilizada na ação criminosa e, com isso, chegamos ao investigado, que foi localizado e preso. Todo o conjunto probatório reunido até o momento converge para a participação dele como executor do crime”, afirmou o delegado Mário Leoni.

Ainda segundo o delegado, o investigado nega a autoria do homicídio. As investigações seguem em andamento para aprofundar a motivação do crime, que pode envolver disputas patrimoniais familiares, possível envolvimento com contravenção penal ou até questões de natureza passional. A Polícia Civil também apura a possível participação de outros envolvidos no planejamento ou na execução da ação criminosa.

A diretora do DHPP, delegada Juliana Alcoforado, destacou que o trabalho técnico realizado desde o local do crime foi decisivo para o rápido avanço da investigação, com o apoio da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (Dipol). “Nossa equipe esteve presente imediatamente após a ocorrência, realizando os levantamentos periciais necessários em parceria com a Polícia Científica, além da coleta e cruzamento de informações de inteligência, com apoio da Dipol, que foram fundamentais para a identificação do suspeito e o avanço das diligências”, explicou.

A Polícia Civil reforça que as investigações prosseguem com o objetivo de esclarecer completamente o crime e identificar eventuais coautores ou partícipes. Informações que possam contribuir com o trabalho policial podem ser repassadas de forma anônima por meio do Disque-Denúncia 181. O sigilo é garantido.