A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, concedeu entrevista à TV Atalaia, em seu gabinete, na manhã desta sexta-feira 20, para tratar sobre a disputa territorial envolvendo áreas entre os municípios de Aracaju e São Cristóvão. Durante a conversa, a gestora destacou que, mais do que limites geográficos, o debate envolve, sobretudo, o sentimento de pertencimento da população que vive nessas localidades.
Ao comentar sobre a disputa territorial entre Aracaju e São Cristóvão, a prefeita Emília Corrêa enfatizou o impacto humano da situação, destacando que o debate vai além de critérios técnicos ou financeiros. “Os investimentos são importantes, claro, mas eles não se comparam ao sentimento de identidade dessas quase 30 mil famílias . Esse é um fator essencial e precisa ser respeitado em qualquer discussão. Mais que números, é sobre pertencimento. É sobre vidas de pessoas que nasceram naquela localidade, construíram toda uma trajetória ali e, hoje, vivem em constante insegurança. É muito sofrimento. Não podemos tratar essa questão apenas como um dado administrativo, porque estamos falando de pessoas, de histórias e de um vínculo real com a cidade. Estou torcendo muito para que isso acabe logo e que essas pessoas possam viver em paz onde amam”, afirmou.
A gestora também citou, durante a conversa, a recente aprovação, na Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei Complementar (PLP) 6/24, que teve como relator o Deputado Federal Thiago de Joaldo, que estabelece normas gerais para o desmembramento de municípios. A medida surge como um importante avanço para a resolução de conflitos territoriais em todo o país e pode representar um caminho concreto para solucionar a disputa entre Aracaju e São Cristóvão pela Zona de Expansão. “Recebi essa notícia com muita alegria e esperança. E, coincidentemente, foi no dia do aniversário de 171 anos da nossa capital. Esse projeto traz um caminho claro, responsável e, acima de tudo, democrático para conflitos que se arrastam há anos. Ele prevê estudo de viabilidade, o que é essencial do ponto de vista técnico, mas também assegura algo que sempre defendemos: o direito da população de decidir, por meio do plebiscito, o seu futuro”, destacou.
Por fim, a prefeita enfatizou que a proposta está alinhada com o que a gestão municipal defende desde o início do debate. “Sempre defendemos que qualquer decisão sobre território precisa ouvir quem vive nessas áreas. O pertencimento não se impõe, ele é construído no dia a dia, na relação das pessoas com a cidade. E agora, com essa lei, esse sentimento passa a ter um peso ainda mais legítimo dentro do processo. Não há juiz melhor para decidir isso se não for a população”, concluiu.




