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eram presentes no MPT representantes da Associação Sergipana de Deficientes Visuais (ASDV) e da Universidade Federal de Sergipe (UFS) 

O Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE) realizou duas audiências, nesta quinta-feira (17), para tratar sobre a geração de oportunidades e a inserção de pessoas com deficiência (PcDs) no mercado de trabalho. A coordenadora Regional de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade) e vice-procuradora-chefa do MPT-SE, Clarisse Farias Malta, se reuniu com representantes da Associação Sergipana de Deficientes Visuais (ASDV) e da Pró-Reitoria de Acessibilidade e Ações Inclusivas da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

Nas audiências, debateram sobre os principais obstáculos enfrentados pelas pessoas com deficiência no ambiente de trabalho e pensaram em estratégias de inclusão. “Tivemos uma reunião muito produtiva com a UFS e com a Associação de Pessoas com Deficiência Visual para conversar sobre os desafios que ainda existem no acesso ao trabalho, na acessibilidade e nas condições oferecidas pelas empresas. A Associação trouxe situações muito concretas do dia a dia e ajudou a mostrar onde ainda estão as principais barreiras e o que precisa avançar. A UFS veio somar a essa construção, com ideias e possibilidades de atuação voltadas à ampliação das oportunidades profissionais, à conscientização e, principalmente, a uma inclusão mais efetiva das pessoas com deficiência no mundo do trabalho”, ressaltou a procuradora.

Para a vice-presidente da Associação Sergipana de Deficientes Visuais (ASDV), Elaine Cristina Santos, o apoio institucional de órgãos públicos é fundamental para assegurar a autonomia desse público e criação de novas oportunidades. “A gente entende que é muito difícil uma pessoa com deficiência visual ser contratada no mercado de trabalho. Por isso, ter uma iniciativa conjunta com o MPT, reforçando o potencial dessas pessoas, é enriquecedor, algo que valor nenhum é capaz de mensurar. Mais do que isso, é fazer com que pessoas com deficiência visual, sejam elas cegas ou com baixa visão, possam exercer sua cidadania plena”, pontuou.

Segundo a pró-reitora de Acessibilidade e Ações Inclusivas da UFS, Marília Cavalcante, o foco principal das ações interinstitucionais que podem ser desenvolvidas está em fortalecer o potencial profissional das pessoas com deficiência. “Nós discutimos uma proposta de ação interinstitucional com o objetivo de promover ações que possam fomentar a empregabilidade de pessoas com deficiência através de articulação com empresas, com outros órgãos secretarias do estado. A Pessoa com Deficiência tem muitas potencialidades. Pode ter uma deficiência, uma limitação física, visual ou auditiva, mas essa pessoa pode ser inserida no mercado de trabalho. E quanto mais qualificação ela tiver, maior a possibilidade de inserção”, afirmou a pró-reitora.