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O potencial de consumo dos sergipanos alcançou R$ 69,7 bilhões em 2026, um novo recorde histórico, segundo os dados do IPC Maps, estudo nacional que analisa a geografia do consumo brasileiro e que, em Sergipe, conta com parceria institucional da Fecomércio-SE, junto à IPC Maps Editora. O levantamento mostra um mercado consumidor robusto, altamente urbanizado e fortemente sustentado pelos setores de comércio e serviços.
Na comparação com 2025, quando o volume de consumo estadual foi de R$ 66,4 bilhões, Sergipe apresentou crescimento nominal de +4,9% em 2026, acompanhando o avanço do mercado consumidor brasileiro. O número de empresas instaladas no estado também cresceu de forma significativa, passando de 154.993 para 173.264 estabelecimentos, o que representa expansão de +11,8% no período. Os indicadores demonstram fortalecimento da atividade econômica, especialmente nos segmentos ligados ao varejo, alimentação, serviços e atendimento às famílias.
Os dados apontam que R$ 62,87 bilhões do consumo estadual estão concentrados nas áreas urbanas, enquanto R$ 6,78 bilhões pertencem às zonas rurais. O estudo reforça a predominância da atividade terciária na economia sergipana, já que o estado possui mais de 103 mil empresas de serviços e quase 45 mil empresas comerciais, contra aproximadamente 23 mil indústrias.
Entre os segmentos de maior movimentação financeira, a habitação lidera com R$ 12,5 bilhões em despesas, seguida pela alimentação no domicílio, com R$ 7,06 bilhões, alimentação fora do lar, com R$ 6,29 bilhões, e gastos com veículos próprios, que superam R$ 6 bilhões. O desempenho demonstra o fortalecimento das atividades ligadas ao varejo alimentar, bares, restaurantes, delivery, combustíveis, oficinas e toda a cadeia de serviços urbanos.
Para o presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac, Marcos Andrade, o estudo confirma a relevância estratégica do setor terciário para o desenvolvimento econômico estadual.
“Os dados do IPC Maps demonstram claramente que Sergipe possui uma economia sustentada pelo comércio, pelos serviços e pelo consumo das famílias. O crescimento do número de empresas mostra que existe confiança do empreendedor no mercado sergipano e reforça a importância de continuarmos investindo em qualificação, inovação e fortalecimento do ambiente de negócios para manter essa trajetória de expansão”, afirmou.
Presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac, Marcos Andrade
O sócio da IPC Maps Editora, Marcos Pazzini, destacou que o perfil do consumidor sergipano acompanha a transformação econômica observada em diversas regiões urbanas do país.
“O IPC Maps mostra que Sergipe possui um consumidor cada vez mais urbano, conectado ao setor de serviços e com forte presença do consumo essencial no orçamento das famílias. Observamos um mercado bastante concentrado nas classes média e média baixa, mas com dinamismo importante em segmentos como alimentação fora do lar, saúde, mobilidade e varejo popular. Isso demonstra uma economia com grande capacidade de circulação de renda e oportunidades relevantes para empresas que compreendam o comportamento regional de consumo”, ressaltou.
O economista da Fecomércio-SE, Márcio Rocha, responsável técnico pela parceria do IPC Maps em Sergipe, ressaltou que o levantamento também evidencia desafios estruturais importantes para a economia local.
“Os números revelam um estado com elevada capacidade de consumo para seu porte populacional, mas ainda dependente de cadeias produtivas externas. Sergipe ampliou o volume de consumo e expandiu significativamente sua base empresarial, porém o desafio econômico agora é transformar essa força consumidora em maior capacidade produtiva, industrialização e geração de valor agregado dentro do próprio estado”, analisou.
Economista de Fecomércio-SE, Marcio Rocha
Outro ponto relevante identificado pelo estudo é a forte presença das classes C e D/E no perfil de consumo sergipano. Juntas, elas representam mais de 84% dos domicílios urbanos do estado, sustentando principalmente os segmentos de varejo popular, atacarejo, farmácias, alimentação e serviços essenciais.
O levantamento também revela expansão significativa dos gastos com saúde. Somando medicamentos, higiene pessoal e planos de saúde, os sergipanos movimentam mais de R$ 7,7 bilhões anuais nesses segmentos, refletindo o envelhecimento populacional e a crescente busca por qualidade de vida.
Os dados do IPC Maps 2026 reforçam que Sergipe possui um mercado consumidor sólido e em expansão, sustentado principalmente pela força do comércio e dos serviços. Para a Fecomércio-SE, o cenário demonstra que o fortalecimento do ambiente de negócios, a qualificação profissional e o estímulo à competitividade empresarial serão fundamentais para transformar o crescimento do consumo em mais desenvolvimento econômico, geração de empregos e aumento da capacidade produtiva do estado.
O Sistema S do Comércio é composto pela Fecomércio, Sesc, Senac, Instituto Fecomércio e 13 Sindicatos Patronais em Sergipe. Presidida por Marcos Andrade, a entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.




