O Pix reafirmou, em 2025, seu papel como principal instrumento de pagamentos no dia a dia da economia sergipana. Ao longo do ano, o sistema movimentou R$ 62,2 bilhões em Sergipe, com média mensal de R$ 5,188 bilhões, consolidando-se como uma ferramenta essencial para consumidores, empresas e empreendedores de todos os portes.
Os dados revelam uma dinâmica clara do consumo ao longo do ano. Fevereiro foi o mês de menor movimentação, com R$ 4,47 bilhões, refletindo o ajuste natural pós-festas e início do calendário econômico. Já dezembro concentrou o maior volume financeiro, alcançando R$ 6,407 bilhões, impulsionado pelas vendas de fim de ano, pagamento de décimo terceiro salário e maior circulação de renda no comércio e nos serviços.
Na comparação entre 2024 e 2025, o crescimento do Pix em Sergipe foi expressivo: +31,78%, evidenciando não apenas o aumento do volume financeiro, mas também a consolidação do meio de pagamento como preferência da população.
Na visão do presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac, Marcos Andrade, o avanço do Pix representa um ganho estrutural para a economia local.
“O Pix transformou a forma como o consumidor se relaciona com o comércio. Ele traz agilidade, reduz custos operacionais, amplia a segurança das transações e fortalece principalmente o pequeno e médio empresário. Esse crescimento mostra um comércio mais moderno, competitivo e integrado à economia digital”, destacou.
Do ponto de vista econômico, o desempenho do Pix em Sergipe acompanha uma tendência nacional, mas com características locais importantes. A ampla aceitação no varejo, nos serviços e até em transações informais ampliou a bancarização, acelerou o giro de caixa das empresas e reduziu a dependência de meios tradicionais mais onerosos.
Para o chefe de comunicação e inteligência do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac, o economista Marcio Rocha, o indicador vai além do volume financeiro.
“Quando analisamos o Pix, não estamos falando apenas de um meio de pagamento, mas de um termômetro da atividade econômica. O crescimento de quase 32% entre 2024 e 2025 revela aumento da circulação de renda, maior formalização das transações e um comércio mais eficiente. Em Sergipe, o Pix encurtou distâncias entre consumidor e empresário e deu velocidade ao consumo”, analisou.
A Fecomércio Sergipe avalia que a tendência é de continuidade desse crescimento, com o Pix cada vez mais integrado a soluções de crédito, parcelamento e gestão financeira, ampliando seus impactos positivos sobre o comércio, os serviços e o turismo no estado.
Com números robustos e presença definitiva no cotidiano da população, o Pix encerra 2025 como um dos principais vetores de modernização da economia sergipana, reforçando o papel da tecnologia como aliada do desenvolvimento e da competitividade empresarial.




