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Líder do consórcio responsável pela execução, a Heca Construtora participa de um empreendimento com 21 reservatórios, quatro estações elevatórias e capacidade de transportar até 600 litros de água por segundo.

A implantação do Sistema de Adução de Água do Alto Sertão Sergipano, conhecido como Adutora Frei Enoque ou Adutora do Leite, entra em fase de execução, colocando em campo um dos projetos de infraestrutura hídrica de maior escala atualmente em implantação na região. Com aproximadamente 123 quilômetros de extensão, o sistema contará com quatro estações elevatórias de água bruta, 21 reservatórios, 20 pontos de distribuição e capacidade de transportar até 600 litros de água por segundo.

A HECA Construtora participa do consórcio responsável pela execução do empreendimento, contribuindo com sua experiência em engenharia e na execução de obras de infraestrutura de grande porte, como a construção da Adutora do Agreste, em Pernambuco, um projeto de grande escala voltado ao abastecimento humano. A implantação da Adutora do Leite reúne diferentes especialidades da engenharia e exige uma operação capaz de coordenar estruturas, equipes e frentes de trabalho distribuídas ao longo de mais de 120 quilômetros.

“Uma obra com essa dimensão exige uma engenharia muito bem coordenada. São mais de 120 quilômetros, diferentes estruturas e várias frentes de execução que precisam avançar de forma integrada. O trabalho começa no planejamento e se estende ao acompanhamento de cada etapa, para que o sistema seja implantado com segurança, precisão e qualidade”, afirma Alexandre Prado, sócio-diretor da HECA Construtora.

Engenharia em escala

A complexidade da Adutora do Leite vai além dos 123 quilômetros de tubulações. O projeto reúne um conjunto de estruturas que precisam ser implantadas e conectadas para garantir o funcionamento do sistema.

Serão quatro estações elevatórias de água bruta, responsáveis por bombear a água de um ponto a outro do sistema, além de 21 reservatórios que, juntos, terão capacidade para armazenar 26 mil metros cúbicos de água. O sistema contará ainda com 20 pontos de distribuição.

A obra se estende pelos municípios de Canindé de São Francisco, Poço Redondo, Porto da Folha, Monte Alegre de Sergipe e Nossa Senhora da Glória, o que exige logística e planejamento compatíveis com diferentes condições de terreno e múltiplas frentes de serviço.

“Em uma obra linear dessa extensão, um dos pontos mais importantes é a integração entre planejamento e execução. Cada trecho tem suas particularidades e precisa ser acompanhado de perto. Nosso papel é garantir que as diferentes frentes avancem de maneira coordenada, mantendo o controle sobre cronograma, qualidade, produtividade e segurança”, explica Paulo Lopes, gerente do contrato da HECA Construtora.

Segundo o gerente de contrato, o empreendimento também exige uma gestão capaz de acompanhar simultaneamente diferentes disciplinas e etapas da execução.
“Temos uma obra que combina extensão, volume de estruturas e diferentes disciplinas da engenharia. Isso exige uma gestão muito próxima do campo, com acompanhamento permanente das equipes e capacidade de tomar decisões de forma rápida e tecnicamente fundamentada”, acrescenta Paulo.

Uma infraestrutura formada por diferentes sistemas

Com capacidade de transportar até 600 litros de água por segundo, a Adutora do Leite foi projetada como um sistema que reúne estações elevatórias, reservatórios e pontos de distribuição. Ao longo do traçado, serão implantados aproximadamente 123 quilômetros de tubulações em ferro fundido, com diâmetros que variam de 250 a 600 milímetros. A obra também utiliza concreto e aço em diferentes estruturas e etapas de execução.

Os 21 reservatórios terão capacidade conjunta de 26 mil metros cúbicos. A implantação dessas estruturas ao longo do traçado demanda planejamento logístico, mobilização de equipes e acompanhamento técnico contínuo.

A execução envolve ainda terraplenagem, fundações, estruturas de concreto e implantação das tubulações. São diferentes disciplinas que precisam convergir para que a infraestrutura avance de maneira coordenada em toda a extensão do sistema.

“Quando falamos de uma obra dessa escala, não estamos tratando apenas da implantação de uma adutora. Existe um conjunto de estruturas que precisa funcionar de forma integrada. A engenharia precisa olhar para cada etapa individualmente, mas sempre considerando o desempenho do sistema completo”, destaca Paulo Lopes.

Impacto para o Alto Sertão

A Adutora do Leite deverá ampliar a segurança hídrica no Alto Sertão e beneficiar aproximadamente 115 mil habitantes dos cinco municípios atendidos pelo sistema.

A infraestrutura também deverá atender cerca de 23 mil famílias ligadas à pecuária e à agroindústria. A região produz atualmente cerca de 2 milhões de litros de leite por dia, atividade que tem forte importância econômica para o Alto Sertão.

A expectativa é que a maior regularidade no acesso à água contribua para a atividade produtiva, amplie o potencial da bacia leiteira do Alto Sertão e reduza a dependência de soluções emergenciais durante os períodos de estiagem.

Experiência em obras de alta complexidade

Com 45 anos de atuação, a HECA Construtora reúne experiência em projetos de infraestrutura nos segmentos de saneamento, recursos hídricos, energia, mobilidade urbana e obras especiais.
A empresa participa atualmente de projetos de diferentes escalas e características em várias regiões do país. Em Sergipe, estão entre os empreendimentos em execução a Adutora do Leite e a nova ponte Aracaju–Barra dos Coqueiros. No Rio de Janeiro, a HECA atua em projetos como a recuperação da Via Light e o Sistema de Coleta em Tempo Seco, em São Gonçalo, além do Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí. Em Minas Gerais, participa do Sistema de Abastecimento de Água do Rio Grande, em Uberaba.

Para Alexandre Prado, a experiência acumulada pela empresa ao longo de 45 anos contribui para a atuação em projetos que demandam planejamento e capacidade técnica.
“Infraestrutura exige conhecimento, planejamento e capacidade de execução. Ao longo de 45 anos, a HECA construiu uma trajetória baseada justamente na atuação em projetos que envolvem diferentes disciplinas e níveis de complexidade. A Adutora do Leite reúne essas características e representa mais uma oportunidade de colocar essa engenharia em campo”, afirma.

Com o início da implantação, a Adutora do Leite entra em uma nova etapa de execução. Ao longo de aproximadamente 123 quilômetros, a obra reunirá tubulações, estações elevatórias, reservatórios e pontos de distribuição em um sistema integrado de infraestrutura hídrica. A escala do empreendimento exige a mobilização de diferentes disciplinas da engenharia e uma operação coordenada ao longo de todo o traçado.