Policiais civis do Centro de Operações Policiais Especiais (COPE), com apoio da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (DIPOL), realizaram na manhã dessa quinta-feira, 22, uma operação policial para o cumprimento de mandado de prisão preventiva em desfavor de um homem de 55 anos, investigado por envolvimento em crimes graves e com condenação judicial anterior. A ação ocorreu na zona rural do município de Brejo Grande, no litoral norte sergipano.

Durante a tentativa de cumprimento da ordem judicial, na residência localizada em uma propriedade ribeirinha de difícil acesso, o investigado e outro homem, de 21 anos, reagiram à abordagem policial com o uso de armas de fogo. Diante da situação, houve intervenção policial. Ambos foram atingidos, receberam socorro imediato e foram encaminhados ao Hospital de Neópolis, mas não resistiram aos ferimentos e evoluíram a óbito após a entrada na unidade de saúde.

No local, foram apreendidas duas armas de fogo — uma pistola calibre .380 e um revólver calibre .32 —, além de um colete com inscrições da Polícia Civil, uma balaclava e peças de vestuário semelhantes às utilizadas por unidades especializadas da Polícia Militar, materiais que reforçam o grau de periculosidade da atuação criminosa investigada.

O principal alvo da operação possuía condenação definitiva a 21 anos e seis meses de prisão por crimes de homicídio tentado e consumado, praticados em 2011, no município de Nossa Senhora do Socorro, conforme decisão da 2ª Vara Criminal daquela comarca. Ele também era apontado, no âmbito das investigações, como uma liderança local no tráfico de drogas, com indícios de articulação com integrantes de organizações criminosas oriundas de outros estados.

As apurações da Polícia Civil demonstram, ainda, que a atuação criminosa atribuída ao investigado se desenvolvia em um contexto familiar já conhecido das forças de segurança. Em ações anteriores, integrantes do mesmo núcleo haviam sido enfrentados e neutralizados em ocorrências distintas, o que evidencia a continuidade do trabalho policial no desmantelamento progressivo dessa estrutura criminosa ao longo do tempo.

As investigações também indicam que, após intervenções policiais anteriores, o grupo passou a adotar práticas típicas de organizações criminosas estruturadas, como intimidação sistemática da comunidade, imposição de regras informais, circulação armada e disseminação de ameaças, com o objetivo de manter domínio territorial e espalhar o medo em localidades da região metropolitana de Aracaju — fatos amplamente apurados e divulgados à época.

A Polícia Civil de Sergipe reafirma que atua de forma permanente, técnica e integrada no combate ao crime organizado, preservando a ordem pública e a segurança da população. Informações que auxiliem o trabalho investigativo podem ser repassadas, de forma anônima, por meio do Disque-Denúncia 181. O sigilo do denunciante é garantido.