Foto: SSP

A Polícia Civil de Sergipe deflagrou, nessa quarta-feira, 28, a Operação Negócio Desfeito, em ação integrada pelas delegacias de Ribeirópolis, Campo do Brito, Itabaiana e Nossa Senhora da Glória. A operação investiga um grupo criminoso envolvido em roubos de veículos, adulteração de sinais identificadores e comercialização irregular, e resultou no cumprimento de cinco mandados de prisão e sete de busca e apreensão.

De acordo com o delegado Cláudio Feitosa, o grupo atuava com divisão de funções. O responsável pela coordenação determinava os roubos, enquanto outros integrantes executavam as ações mediante pagamento de valores que variavam conforme o veículo: R$ 1 mil por carro e R$ 1,5 mil por motocicleta de maior potência.

Após os roubos, os veículos eram entregues ao responsável pela organização, que os encaminhava a outro integrante, em Campo do Brito, encarregado de adulterar os sinais identificadores. Segundo o delegado, a adulteração fazia com que os veículos aparentassem estar regulares, permitindo que fossem revendidos no mercado como se tivessem procedência legal.

Adulteração dificultava identificação dos veículos

As irregularidades podiam ser descobertas posteriormente, durante fiscalizações policiais ou quando os compradores tentavam transferir os veículos para seus nomes ou regularizar o licenciamento. Em alguns casos, os próprios compradores descobriam que os bens pertenciam a terceiros ou que não poderiam ser regularizados.

As investigações apontam que o grupo atuava nos municípios de Ribeirópolis, Campo do Brito, Nossa Senhora da Glória, Feira Nova e Itabaiana. Ao todo, sete pessoas são apontadas como envolvidas no esquema criminoso.

Durante a operação, três investigados foram presos em Ribeirópolis. Outro alvo reagiu à abordagem policial e morreu em decorrência dos ferimentos. Já o quinto investigado, que estava foragido, foi apresentado às autoridades por seu advogado nesta quinta-feira, 29.

Segundo o delegado Cláudio Feitosa, a análise dos materiais apreendidos, especialmente dos dados de aparelhos celulares, poderá contribuir para esclarecer a atuação dos envolvidos e identificar outros possíveis integrantes do grupo. A investigação prossegue até a conclusão do inquérito policial e o encaminhamento dos elementos reunidos à Justiça para as providências cabíveis.