O ex-presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, foi morto em um ataque aéreo em Teerã, informou a agência de notícias estatal ILNA neste domingo (1º).

Ahmadinejad, de 69 anos, foi morto em sua casa, na zona leste de Teerã, juntamente com seu guarda-costas, informou o veículo de mídia.

Durante seus oito anos de mandato, de 2005 a 2013, Ahmadinejad foi inicialmente o favorito do clero xiita governante, bem como dos linha-dura e conservadores no Parlamento.

No entanto, no final de seu mandato, as dúvidas sobre suas políticas aumentaram. Sua política nuclear levou a inúmeras sanções contra o país e, consequentemente, a uma crise econômica.

Ahmadinejad foi alvo de críticas internacionais, principalmente por suas declarações antissemitas. Durante sua presidência, o Irã ficou isolado internacionalmente devido às suas ameaças militares contra Israel e à sua negação do Holocausto.

Seus apoiadores se afastaram cada vez mais dele, e até mesmo os linha-dura o consideravam uma figura controversa ao final de seu mandato, embora inicialmente fosse visto como um dos favoritos do aiatolá Ali Khamenei.

Como presidente, Ahmadinejad dependeu fortemente da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), concedendo-lhe o controle sobre setores econômicos estratégicos, além dos lucros da privatização.

Mas suas tentativas de aumentar os poderes da presidência eleita em detrimento da liderança clerical do país – em particular por meio de um conflito aberto sobre o Ministério da Inteligência em 2011 – levaram a um rompimento com Khamenei, que foi assassinado no sábado (28).

O Conselho dos Guardiães, composto por 12 clérigos e advogados nomeados pelo líder supremo, o impediu de concorrer às eleições presidenciais de 2017, 2021 e 2024.

Fonte: CNN

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