Fotos: Janaína Santos/Assessoria de Comunicação
Sabatina no Jornal da Fan também questionou sobre crise no STF, balanço do mandato, segurança pública e fim da jornada 6x1
O senador Rogério Carvalho (PT/SE), candidato à reeleição, concedeu entrevista nesta terça-feira, 15, ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM. Ao vivo, respondeu a questionamentos do apresentador Narcizo Machado e de ouvintes.
O primeiro tema abordado foi a atual crise que atinge o Supremo Tribunal Federal (STF) e seus ministros.Rogério avaliou o tema como de elevada complexidade.
“Estamos vivenciando uma crise que é prejudicial à estabilidade democrática; observamos ministros sob suspeita de envolvimento em episódios amplamente repudiados pela sociedade, como o caso do Banco Master, além de ações que aparentam favorecer candidaturas à Presidência da República. Tais posturas comprometem o equilíbrio democrático e os interesses da população. É imperativo estabelecer um regramento que delimite a atuação desses magistrados, assegurando que o exercício de seu poder republicano não interfira negativamente nos rumos do país. A comissão temporária, voltada à reestruturação do Judiciário, tem como objetivo definir limites claros para a atuação de ministros e seus familiares, bem como estabelecer mecanismos de responsabilização para atos jurisdicionais que, atualmente, carecem de controle, especialmente em casos de decisões manifestamente desprovidas de amparo legal”, pontuou o senador.
Balanço do mandato e por que pedir novo voto
O apresentador Narcizo questionou o que Rogério levou ao eleitor para convencê-lo a dar uma nova chance. O senador fez um balanço de compromissos assumidos desde 2018.
“Eu acho que um político, seja ele qual for, ele quando se apresenta, ele faz compromissos, ele assume, ele diz o que se propõe a fazer. Quando eu fui candidato em 2018, a gente estava vivendo a saída da Petrobras. A Petrobras estava saindo do Sergipe e eu me lembro dos meus programas de televisão que eu disse que ia lutar para trazer de volta a Petrobras. Nós trouxemos a Petrobras de volta, seis vezes maior, com a eleição do presidente Lula e o trabalho que a gente fez, que foi intenso, para reabrir a Fafem. O presidente ao vir aqui em 29 de maio, prometeu duplicar a Fafem, ou seja, ter duas unidades da Fafem aqui, então cumprirem a promessa. Essa Petrobras, Sergipe Águas Profundas, que eu falei em 2018 e em 2022, em 2026 virou realidade, não é promessa. Já foram assinadas as ordens de serviço para a construção dos dois navios de plataforma e do gasoduto. São 72,5 bilhões, mais de três orçamentos no estado de Sergipe, sendo investidos em Sergipe, 45 mil empregos sendo gerados. Prometi que a gente ia ampliar as universidades, os campus em Estância, Glória e Procriar também Prometi trazer recursos para o Estado, para todas as regiões São mais de 2 bilhões de reais de investimento Prometi naquela ocasião que lutaria para a manutenção dos direitos dos trabalhadores E nós conseguimos aprovar duas PECs, uma relatoria minha pelo fim da escala 6x1, e uma segunda PEC, 15 dias atrás, que veio da Câmara, da Constituição e Justiça, estou trabalhando para que a gente vote no plenário, pelo fim da escala 6x1, prometi manter os direitos dos trabalhadores da previdência e nós impedimos que desvinculassem o valor da previdência do salário mínimo, impedimos isso. Além dinheiro para a saúde, eu coloquei mais de 700 milhões aqui em recursos para a área da saúde, em todos os municípios de Sergipe, recursos estes que foram para transporte, para pagamento de profissionais, para pagamento de insumos, medicamentos, exames e mais investimentos com os centros de especialidades de Lagarto, através do PAC que a gente viabilizou, São Cristóvão, vários UPAs Lagarto, Umbaúba, várias UPAs no estado de Sergipe. E, por fim, aqui a gente colocou o Hospital do Amor, que a gente viabilizou, não só com recursos de emenda para a obra, que todos contribuíram, mas com a forma de financiar, criando o hospital, o primeiro hospital interestrutural do Brasil, fruto de uma atuação minha junto ao presidente Lula, com o presidente do Hospital do Amor, e, por fim, aqui o Hospital do Amor. cirurgia, nós colocamos lá um novo acelerador linear, ressonância e tomógrafo para tratamento de doenças”, destacou o parlamentar.
O senador de Lula
Perguntado sobre a estratégia de associar sua imagem à do presidente Lula, Rogério afirmou que é reflexo de sua atuação no Senado.
“Porque nós enfrentamos esses quatro anos no Senado. Eu fui, de fato, um dos principais líderes do meu partido. Eu fui líder do PT uns oito anos, duas vezes, no mundo comandado. Fui líder do governo do presidente Lula do Senado Federal. Então, eu tenho uma proximidade com esse projeto de governo nacional. Então, eu fui para os Estados Unidos quando o Trump baixou o taifás. E fui numa comitiva só de oito senadores, mostrando que eu fui escolhido pelo país. Inclusive, com aval de todos para poder representar o meu país e os nossos interesses lá na disputa pelo fim do país. E faço, isso quer dizer o seguinte, quer dizer que eu tenho um lado que é o lado do projeto do presidente Lula, um Brasil mais soberano, um Brasil que tem claramente que dividir suas riquezas com o povo que mais precisa, as mulheres trabalhadoras, os trabalhadores, os pequenos empresários, inclusive os grandes empreendimentos também interessam o nosso governo, porque são investimentos fundamentais para o crescimento do país, mas dentro de uma racionalidade em que o país possa se desenvolver, que a riqueza do país fique para os brasileiros, que empresas públicas invistam o nosso país, como é o caso da Petrobras aqui investindo, a gente fala em 72,5 bilhões, que vai ultrapassar os 85 bilhões de reais em sete anos aqui de tomada das atividades da Petrobras, então eu sou de fato. Um dos senadores que está ao lado do presidente para fazer esse projeto de um Brasil que distribui riqueza, um Brasil que cuida dos trabalhadores, que cuida das pessoas que mais precisam, mas que também cuida do desenvolvimento econômico da infraestrutura. Então, por isso que eu identifico e estarei lá reeleito para ajudar o Presidente Lula a concluir esta obra de preparar o Brasil para que ele possa ser cada vez mais justo com o nosso povo que tem sofrido há muitos séculos a exclusão”, disse.
Prioridades para um segundo mandato
Durante a entrevista, ao apontar as pautas centrais de um novo mandato, o senador citou segurança pública, educação financeira e regulação da inteligência artificial, entre outros temas.
“Olha, nós temos a segurança pública, inclusive sou relator da PEC da segurança pública, eu acho que esse é um tema que o Brasil já cansou e os brasileiros precisam se libertar definitivamente das organizações criminosas que interferem na vida das pessoas, que interrompem o fluxo de pessoas, que atemorizam as pessoas, essa é uma questão central. Para mim, como relator da PEC e como alguém que tem responsabilidade com a qualidade de vida do povo brasileiro, do povo sergipano, a segurança pública é uma prioridade no meu futuro mandato. Vou me dedicar à segurança pública porque é um tema relevante. A integração das polícias, a integração da inteligência, o cancelamento e a diminuição do fluxo e, inclusive, inviabilizar o fluxo financeiro que alimenta as organizações criminosas. Tentar mudar o foco de que o combate que produzir ou organizar a segurança pública é só combater criminoso, tem que combater as organizações criminosas com mais força, com isso a PEC da segurança. Então, acho que essa é uma pauta estratégica. A segunda, que eu acho que é fundamental... é se preocupar com a formação da sociedade brasileira com relação à questão econômica e financeira. Nós vivemos uma epidemia de endividamento que precisa ser cuidada. E a educação precisa mudar nas escolas, as políticas de governo precisam focar nessa questão da educação financeira para que a gente possa ajudar a nossa população a lidar com o que ganha e com o quanto ganha. A outra questão é a luta permanente e incessante em relação aos direitos dos trabalhadores, a diminuição da jornada, a requalificação dos trabalhadores, os limites que devem ser dados à interferência da inteligência artificial para não acabar com a atividade humana em diversas áreas”, pontuou.
Fonte: Assessoria de Comunicação



