A violência contra a mulher tem aumentado consideravelmente nos últimos anos em todo o território nacional. Casos recentes têm impactado a população e alertado ainda mais para uma realidade que exige atenção urgente das autoridades e de toda a sociedade. Sobre o tema, o pré-candidato ao Senado Federal e médico anestesiologista do SUS, Eduardo Amorim (Republicanos), frisou a importância de fortalecer as políticas públicas de proteção, ampliar os canais de denúncia e garantir que as vítimas encontrem acolhimento e segurança para romper o ciclo da violência. A defesa por políticas públicas preventivas e protetivas foi oficializada na tarde desta terça-feira, 24, durante entrevista na Rádio Xodó FM.
“Existe uma “epidemia” acontecendo no Brasil hoje. E a gente precisa falar sobre isso. Não é um vírus. Não é uma doença contagiosa. Mas cresce, se repete e deixa vítimas todos os dias. É a violência contra a mulher. Só no último ano, mais de 1.500 mulheres foram vítimas de feminicídios no Brasil. E aqui em Sergipe, os números cresceram de forma alarmante. Como toda doença, esse tipo de violência também tem seus sintomas: relacionamentos abusivos, ameaças, controle. Uma violência que começa pequena e de forma sigilosa”, opinou. O Brasil registrou, em 2025, o maior número de feminicídios da última década. Foram 1.568 mulheres assassinadas, um aumento de 4,7% em relação a 2024, quando houve 1.492 casos.
Em Sergipe, os dados mais recentes reforçam o alerta para a violência contra a mulher. Após uma queda nos casos — de 16 registros em 2023 para 10 em 2024 — o estado voltou a apresentar alta em 2025, com 15 ocorrências, o que representa um aumento significativo. “Como médico, eu posso afirmar: quanto antes a gente identifica o problema, maior a chance de salvar uma vida. Aqui não é diferente e precisa ser tratado com seriedade: com prevenção, proteção e com ação firme do poder público. Nenhuma mulher deve viver com medo”, ressaltou.
O médico alertou ainda para os canais de apoio e denúncia como o Disque 180 que gratuitamente em todo o país, 24 horas por dia, além do 190, em casos de emergência. Em Sergipe, as vítimas também podem buscar atendimento nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam), nos Centros de Referência e em casas de acolhimento. “Esses serviços são essenciais para garantir proteção imediata e ajudar as mulheres a romperem o ciclo da violência com segurança”, completou.
Enviado pela assessoria de imprensa




