A deputada Kitty Lima (Cidadania) lamentou, na Sessão Plenária desta terça-feira (24), o assassinato de mulheres em Sergipe no último fim de semana, afirmando ter ficado indignada e classificando a situação como um extermínio de mulheres em todo o país.

“Estou transtornada como mulher também. Duas mulheres foram assassinadas no último fim de semana; duas vidas interrompidas e mais famílias destruídas. Como se não bastasse, hoje, uma mulher foi assassinada a facadas pelo próprio marido em Propriá. Isso não pode ficar em silêncio nessa Casa; precisamos de todos os deputados numa corrente contra essa violência”, ressalta.

Kitty Lima destacou um sentimento de urgência que, segundo ela, não pode mais ser ignorado. “Até quando essa rotina? O que está acontecendo não é coincidência; não é acaso. É um padrão, um sistema que não pode falhar, pois estamos diante de um verdadeiro extermínio de mulheres e isso precisa ficar bem claro e o que mais revolta é que existe a Lei Maria da Penha, mas do que adianta se não chega a tempo de salvar vidas. É preciso aplicar com rigor e garantir que funcione de verdade, invertendo a lógica. O agressor precisa ter medo e não a mulher”, observa.

A parlamentar acrescentou que a violência não começa no feminicídio, mas antes, com o controle, a ameaça, o silêncio e o ambiente digital.

“O que vem acontecendo no Brasil é alarmante. Em São Paulo, estudantes de 14 a 16 anos criaram uma lista de estupráveis; mulheres sendo tratadas como alvos, como objetos. Em Recife uma jovem de 22 anos foi assassinada pelo companheiro; em São Paulo, uma soldado da Polícia Militar foi morta pelo marido (um tenente-coronel) e no Espírito Santo, uma integrante da Guarda Municipal foi assassinada pelo marido da Polícia Rodoviária Federal. Isso só na última semana, escancarando uma realidade dura em que jovens estão relativizando a violência contra as mulheres. Precisamos aplicar firmemente o ECA digital para proteger as meninas e tirar o pacto nacional contra o feminicídio do papel. Pais, mães e educadores ensinem o respeito desde cedo, denunciando e não normalizando a violência”, enfatiza.

Foto: Jadilson Simões/Agência de Notícias Alese