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“O Brasil não pode mais fechar os olhos.” Com esse tom, o vereador por Aracaju e candidato a deputado estadual, Pastor Diego (União Brasil), se posicionou publicamente a favor do impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que as recentes revelações envolvendo o ministro e o Banco Master representam um episódio de extrema gravidade e defendeu que o Senado Federal avance na análise de um eventual processo de afastamento.

Pastor Diego classificou o episódio como um dos mais graves da história recente do país e afirmou que o Senado precisa assumir sua responsabilidade constitucional diante das denúncias que vêm sendo exploradas politicamente pela oposição. “Estamos diante do maior escândalo jurídico da história do nosso país. As novas revelações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes exigem uma resposta imediata e corajosa do Senado Federal”, declarou.

Na avaliação dele, as informações divulgadas sobre contratos envolvendo o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci, além de relatos relacionados a viagens, cartão de crédito e mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, aumentam a necessidade de esclarecimentos públicos e de uma apuração institucional. As alegações, que ganharam repercussão no ambiente político, são utilizadas por parlamentares da oposição para pressionar pelo impeachment do ministro.

“Estamos falando de contratos milionários, de relações que precisam ser esclarecidas e de mensagens que, segundo as informações divulgadas, levantam questionamentos gravíssimos sobre possíveis contatos entre um banqueiro e um ministro do STF. Isso precisa ser investigado com transparência, porque ninguém está acima da lei”, avaliou.

Pastor Diego também direcionou críticas à atuação de Alexandre de Moraes em processos relacionados aos atos de 8 de janeiro e citou o caso de Débora Rodrigues dos Santos, condenada pelo STF a 14 anos de prisão. Ao mencionar o episódio, ele sustentou que haveria uma disparidade entre a severidade aplicada pela Justiça em determinados casos e a forma como autoridades e agentes com influência política seriam tratados.

“A balança da Justiça não pode ter dois pesos e duas medidas. Como explicar para o cidadão brasileiro uma condenação tão dura contra uma mãe de família e cabeleireira, enquanto denúncias envolvendo pessoas poderosas provocam tantas dúvidas e questionamentos? Isso precisa ser explicado ao Brasil”, considerou.

A fala de Pastor Diego ocorre em meio ao recrudescimento da pressão política sobre o Senado Federal para que pedidos de impeachment de ministros do STF sejam analisados. A oposição vem ampliando a mobilização em torno do tema e utilizando as novas denúncias relacionadas ao Banco Master como argumento para cobrar uma posição da Presidência do Senado.

Para o candidato a deputado estadual, o debate ultrapassa a disputa partidária e representa uma discussão sobre os limites entre os Poderes da República. “Não se trata de perseguir uma pessoa ou de atacar uma instituição. O que estamos defendendo é que todos os Poderes tenham limites, transparência e responsabilidade. O Supremo é fundamental para a democracia, mas nenhum ministro pode estar acima dos mecanismos de controle previstos na Constituição”, ponderou.

Pastor Diego também elevou o tom ao criticar o que considera uma expansão excessiva do poder do Judiciário na política brasileira. “Não podemos normalizar aquilo que, na minha visão, representa uma concentração excessiva de poder nas mãos de poucos. O Brasil precisa recuperar o equilíbrio entre os Poderes e garantir que decisões de tamanha repercussão tenham controle, transparência e respeito ao devido processo legal”, enfatizou.

Ao concluir o posicionamento, Pastor Diego reforçou sua defesa do afastamento de Alexandre de Moraes e defendeu que o Senado deve assumir protagonismo diante das acusações que estão sendo discutidas no cenário nacional. “O afastamento do ministro, diante de tudo o que precisa ser esclarecido, não é apenas uma questão política. É, para mim, um dever cívico e histórico. O Brasil precisa restaurar a confiança nas instituições, recuperar a normalidade e mostrar que a Justiça deve valer para todos”, concluiu.

A ofensiva pelo impeachment de Alexandre de Moraes ocorre em um cenário de forte polarização política e às vésperas das mobilizações previstas para o feriado de 7 de Setembro. Para Pastor Diego, o episódio reforça a necessidade de o Congresso Nacional exercer sua função de fiscalização e controle dentro dos limites estabelecidos pela Constituição.