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Os primeiros meses de vida são marcados por intensas adaptações do organismo do bebê. Choro frequente, dificuldades para mamar, cólicas, refluxo, alterações posturais e assimetrias cranianas estão entre as situações que costumam gerar preocupação nas famílias. Em muitos casos, além do acompanhamento pediátrico, uma avaliação fisioterapêutica especializada pode integrar o cuidado, sempre de forma individualizada.
É nesse contexto que a osteopatia neonatal e pediátrica tem conquistado espaço como uma abordagem complementar dentro da fisioterapia. Com técnicas manuais delicadas e não invasivas, o objetivo é identificar restrições de mobilidade e tensões que possam estar relacionadas ao conforto e ao desenvolvimento da criança.
Segundo o fisioterapeuta Dr. Emanuel Cerqueira, especialista em osteopatia neonatal e pediátrica, o atendimento vai muito além de tratar um sintoma isolado.
“O bebê é avaliado de maneira global. Observamos desde a gestação e o tipo de parto até a forma como ele mama, dorme, se movimenta e interage com o ambiente. Cada criança possui uma história única e merece uma avaliação individualizada”, explica.
Embora muitos pais procurem atendimento por causa das cólicas, refluxo ou dificuldades na amamentação, o especialista ressalta que a consulta também pode ser indicada quando existem alterações posturais, torcicolo congênito, preferência para virar a cabeça sempre para o mesmo lado ou assimetrias cranianas. A avaliação precoce pode auxiliar na identificação dessas alterações e definir a melhor estratégia de acompanhamento dentro de uma equipe multiprofissional.
Avaliação individualizada faz a diferença
De acordo com Dr. Emanuel Cerqueira, um dos maiores equívocos é imaginar que todos os bebês apresentam os mesmos desconfortos pelas mesmas razões.
“A cólica, por exemplo, pode estar presente em diferentes situações. Nosso papel não é apenas aliviar um desconforto, mas entender o que pode estar contribuindo para aquele quadro e trabalhar em conjunto com o pediatra e outros profissionais quando necessário”, destaca.
O fisioterapeuta explica que a osteopatia pediátrica utiliza movimentos extremamente suaves, respeitando a anatomia e o estágio de desenvolvimento do recém-nascido.
“Não existe manipulação brusca. As técnicas são delicadas, seguras e adaptadas ao organismo do bebê. O tratamento é sempre conduzido após uma avaliação criteriosa e respeitando as necessidades de cada criança”, detalha.
Desenvolvimento infantil exige olhar integrado
Além de favorecer o conforto do bebê em situações específicas, a abordagem osteopática também busca preservar a mobilidade corporal e contribuir para um desenvolvimento motor harmonioso, sempre quando houver indicação clínica. Estudos e materiais técnicos apontam que a avaliação pode ser especialmente útil em casos de parto instrumental, prematuridade, dificuldades de sucção, torcicolo congênito e alterações cranianas posicionais, como complemento ao acompanhamento convencional.
Para Dr. Emanuel Cerqueira, o aspecto mais importante é orientar as famílias de forma clara e baseada em evidências.
“Nenhum bebê deve ser tratado apenas olhando para um sintoma. Precisamos compreender toda a história daquela criança. Quando família e profissionais trabalham juntos, conseguimos oferecer um cuidado mais completo, respeitando o desenvolvimento infantil e promovendo mais qualidade de vida desde os primeiros dias”, orienta.
O especialista reforça que a osteopatia neonatal e pediátrica não substitui o acompanhamento com o pediatra nem outros tratamentos indicados, mas pode integrar um plano terapêutico multidisciplinar quando houver indicação clínica, contribuindo para o bem-estar da criança e oferecendo mais segurança e tranquilidade às famílias.
Fonte: Rodrigo Alves Assessoria de Imprensa e Marketing




