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Especialista orienta sobre práticas essenciais para reduzir o risco de infecções na assistência à saúde

Nesta quinta-feira (15), celebra-se o Dia Mundial de Lavar as Mãos, data que busca conscientizar a população sobre a importância da higienização das mãos como medida simples, acessível e eficaz para prevenir doenças e infecções, especialmente nos ambientes hospitalares, onde esse cuidado contribui para a segurança de pacientes e profissionais de saúde.
 
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a higiene das mãos é uma das principais medidas de prevenção das infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), que estão entre as complicações mais frequentes nos ambientes hospitalares.
 
A chefe do Setor de Vigilância em Saúde e Segurança do Paciente do Hospital Universitário de Lagarto (HUL-UFS), vinculado à HU Brasil, Ana Libório, destaca que a higienização das mãos é uma prática indispensável e uma das medidas mais importantes para prevenir essas infecções.
 
“Ao reduzir o risco de disseminação de microrganismos e prevenir a contaminação cruzada entre pacientes e profissionais, a higienização das mãos contribui para a segurança dos pacientes, a redução de danos evitáveis e a melhoria da qualidade do cuidado”, afirma.
 
Cinco momentos para higienizar as mãos
Durante a assistência à saúde, a OMS recomenda a higienização das mãos em cinco momentos: antes de tocar o paciente; antes de realizar procedimentos limpos ou assépticos; após o risco de exposição a fluidos corporais; após tocar o paciente; e após o contato com superfícies próximas a ele.
 
Entre os erros mais comuns, Ana Libório destaca a baixa percepção do risco de contaminação cruzada, que pode levar à adoção de condutas inseguras.
 
“Entre elas, estão a higienização das mãos sem observância da técnica recomendada; o atendimento a múltiplos pacientes sem a devida higienização entre os atendimentos, favorecendo a transmissão de patógenos; a utilização do mesmo par de luvas na assistência a pacientes distintos, sem a troca adequada; e a não higienização das mãos após a remoção das luvas”, explica.
 
A higienização pode ser realizada com água e sabonete ou preparação alcoólica adequada, conforme a situação. O uso de luvas, por sua vez, não substitui a necessidade de higienização das mãos.
 
No HUL-UFS, as medidas de prevenção incluem atividades educativas, orientações aos profissionais, auditorias presenciais, disponibilização de cartazes instrutivos e oferta de insumos, além da manutenção de lavatórios nos locais de assistência. As ações seguem as recomendações da OMS para reduzir o risco de infecções e promover a segurança dos pacientes.
 
“Pacientes e acompanhantes também podem contribuir higienizando as mãos nos momentos oportunos, especialmente antes das refeições, após utilizar o banheiro e após o contato com superfícies potencialmente contaminadas. Sempre que necessário, também devem solicitar orientações à equipe de saúde”, finaliza Libório.

Sobre a HU Brasil
O HUL-UFS integra a Rede HU Brasil desde 2017. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal tinha como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Atualmente, é responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da Federação.