Foto: Freepik

Especialista do HU-UFS alerta que doença silenciosa pode causar complicações graves quando não tratada

Silenciosa e comum entre os brasileiros, a hipertensão arterial segue como um dos principais desafios de saúde pública no país. Celebrado neste domingo (26), o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial reforça a importância do diagnóstico precoce. Nesse contexto, o Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), vinculado à Rede HU Brasil, destaca os riscos e a necessidade de prevenção e acompanhamento contínuo da doença.
 Conhecida popularmente como “pressão alta”, a hipertensão é uma condição crônica que está diretamente associada a complicações cardiovasculares graves. O diagnóstico é feito quando os níveis de pressão arterial atingem ou ultrapassam 140/90 mmHg - o chamado “14 por 9”.

Apesar da gravidade, a doença costuma evoluir de forma silenciosa, o que dificulta a identificação precoce. Por isso, a aferição regular da pressão é fundamental, mesmo na ausência de sintomas. A recomendação é que adultos verifiquem a pressão arterial ao menos uma vez por ano, especialmente aqueles com fatores de risco como histórico familiar, obesidade e diabetes.

Sintomas e prevenção

A cardiologista do HU-UFS/HU Brasil, Milena dos Santos, explica que, embora muitas pessoas não apresentem sinais evidentes, alguns sintomas podem indicar níveis elevados e exigem atenção imediata. “Dores de cabeça persistentes, tonturas, visão embaçada, falta de ar e dor no peito são sinais de alerta que não devem ser ignorados”, destaca.

A adoção de um estilo de vida saudável é uma das estratégias mais eficazes tanto para prevenir quanto para controlar a hipertensão. Entre as principais recomendações estão abandonar o tabagismo, manter o peso adequado, reduzir o consumo de sal, praticar atividade física regularmente, controlar o estresse, garantir uma boa qualidade do sono e preservar vínculos sociais.

Tratamento exige continuidade e disciplina

Para pacientes hipertensos, a adesão ao tratamento é indispensável. Isso inclui o uso regular de medicamentos prescritos, aliado à manutenção de hábitos saudáveis. A interrupção do tratamento sem orientação médica pode agravar o quadro e aumentar o risco de complicações.

Sem controle adequado, a hipertensão pode comprometer órgãos vitais e levar a condições como infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência renal, perda de visão e doenças vasculares.

Mudança de vida é indispensável
Pequenas atitudes no dia a dia têm impacto direto na saúde cardiovascular. Reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados, substituir o sal por temperos naturais, manter-se ativo e acompanhar regularmente a pressão arterial são medidas acessíveis e eficazes. “O cuidado com a pressão arterial é um compromisso contínuo. Pequenas mudanças podem significar mais qualidade de vida e prevenção de doenças graves”, conclui a especialista.

Sobre a HU Brasil

O HU-UFS faz parte da Rede HU Brasil desde 2013. A estatal foi criada por meio da Lei nº 12.550/2011, vinculada ao Ministério da Educação (MEC), e nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil. A estatal é responsável pela administração de 45 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades de assistência, pesquisa e inovação por meio de uma gestão de excelência.
 
Serviço - Campanha Abril Vermelho
O quê? Orientações sobre a prevenção e o controle da hipertensão arterial.
Quando? Abril de 2026.
Onde? Hospital Universitário da Universidade de Sergipe (HU-UFS).
 
Por Aline Freitas